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Melhor que o esperado, mas não para todos

Já há alguns anos, o crescimento efetivo que a economia tem entregado tem sido bem maior do que as expectativas. E 2023 vai reforçar a estatística.

Publicado em: Leitura: 4 minutosNível: Intermediário

Depois da grande surpresa dos dados do PIB do primeiro trimestre de 2023, os dados do segundo trimestre também vieram maiores do que o esperado. No primeiro trimestre, a agropecuária foi a grande estrela do crescimento. No campo, houve aumento significativo da produção e da produtividade, o que acabou transbordando para o setor de serviços, especialmente para o transporte de cargas e armazenagem. No segundo trimestre deste ano, a agropecuária surpreendeu de novo, não caindo tanto quanto se esperava.

Além disso, a indústria extrativa, atividades financeiras e seguros, e os “outros serviços”, um subsetor repleto de serviços diferentes destinados tanto a empresas quanto a famílias, também performaram muito bem. Do lado da demanda, o destaque ficou com o consumo das famílias, que acelerou na margem, registrando alta de 0,9%. O consumo do governo também cresceu (0,7%). Saímos de um crescimento na comparação com o trimestre imediatamente anterior de 1,8% no início do ano, para uma expansão de 0,9% no segundo trimestre, nessa mesma base de comparação.

economia 2023

Economia resiliente

A desaceleração realmente aconteceu, mas foi muito menos intensa, revelando uma economia resiliente a uma série de empecilhos evidentes: um mundo que cresce menos, taxas de juros altas, grandes incertezas no cenário fiscal, famílias endividadas e consumidores pouco confiantes. Com esse resultado do segundo trimestre deste ano, se a economia não crescer absolutamente nada no segundo semestre, 2023 encerra o ano com expansão de 3,1%. Será que a economia brasileira vai conseguir se manter nesse nível de atividade no segundo semestre? Mesmo se a resposta a essa pergunta for não, o crescimento de 2023 tende a ser mais próximo ao do ano anterior (2,9%) do que se imaginava antes dessa última divulgação do PIB.

Para o comércio

Apesar do crescimento do segundo trimestre de 2023 ter vindo qualitativamente melhor do que o primeiro, alguns subsetores têm mostrado muito menos potência. No lado da oferta, o comércio é um grande exemplo disso. No segundo trimestre deste ano em relação ao primeiro, a expansão foi praticamente nula (0,1%), com o primeiro semestre registrando uma alta tímida de 0,86% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

No comércio, há dois grandes grupos de consumo: os determinados pela renda e os determinados por crédito. Nos determinados pela renda, destaque para a venda de alimentos, combustíveis e medicamentos. Na parcela determinada pelo crédito, temos vestuário e calçados, móveis e eletrodomésticos. Enquanto os primeiros têm performado melhor motivados pelo mercado de trabalho (até julho de 2023 foram criados 1,17 milhão de empregos formais, que somados aos informais, têm diminuído a taxa de desocupação no país e têm elevado a massa real de salários), o segundo é penalizado pelas taxas de juros altas, um mercado de crédito menos expansivo do que no passado e um elevado endividamento das famílias.

No lado da demanda, o investimento não consegue deslanchar. Analisar os dados do PIB é sempre olhar pelo retrovisor. Ajuda a entender o que aconteceu, avaliar o que está dando certo e o que está dando errado. Mas a pergunta que todos querem que seja respondida é: o que vem pela frente? A maior parte dos pequenos negócios está voltada ao atendimento de pessoas físicas. Dessa forma, importa muito o que esperar do consumo das famílias.

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Para as famílias

O primeiro semestre foi marcado pelo aumento do salário mínimo, aumento do Bolsa Família (potencializado no segundo trimestre de 2023 por transferências calculadas com base no número de filhos) e uma profunda queda da inflação de alimentos que abriu espaço no orçamento das famílias, em especial o das famílias de mais baixa renda. A inflação significativamente mais baixa também tem pressionado as negociações coletivas com ganhos reais.

Para o segundo semestre, o Desenrola deve contribuir para trazer de volta ao mercado de crédito um número significativo de potenciais consumidores. A taxa de juros, apesar de ainda alta, está em trajetória de queda, e muito provavelmente virão alterações no crédito rotativo do cartão de crédito. O que temos visto é que a massa real de salários cresceu significativamente, mas os salários reais médios continuam em nível semelhante ao de 2019.

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Para as empresas

Isso significa dizer que o esforço de venda precisa ser maior porque o potencial de consumo está mais “espalhado na economia”. Os consumidores continuam muito cautelosos, o que diminui o ímpeto de consumo, exigindo uma postura mais ativa dos vendedores. Os dados mostram que os serviços têm mantido o fôlego, evidenciando que o apetite por serviços se mantém apesar da normalização completa da economia, o que justifica a pressão inflacionária vindo deste setor.

Nos próximos meses, a inflação acumulada em 12 meses deverá voltar a crescer com o fim do efeito da redução tributária de meados do ano passado no horizonte de medição. A inflação deverá encerrar o ano em torno dos 5,0%. A taxa de juros continuará caindo, encerrando 2023 em 11,75% a.a. e deverá seguir essa trajetória em 2024, finalizando o ano em um dígito. O segundo semestre do ano costuma movimentar mais a economia do que o primeiro, e isso é especialmente relevante para algumas atividades específicas do comércio varejista e de serviços. Nesse contexto, é importante que micro e pequenos empresários atentem para:

  1. Se o potencial de consumo está mais espalhado na economia, ter uma boa estratégia de distribuição de conteúdo em redes sociais é uma forma inteligente de apresentar seus produtos e serviços para um número maior de consumidores, aumentando seu potencial de vendas em todos os seus canais de vendas. Lembre-se: assim como acontece com um ponto físico, a maturação de uma estratégia digital de vendas requer tempo e aportes financeiros.
  2. Nos próximos meses, muitas pessoas voltarão ao mercado de crédito. A inadimplência, porém, deve continuar alta nos próximos meses. Então, ao vender, atente-se para os riscos associados a vendas sem garantias expressas de pagamento.
  3. Forme estoques de maneira racional. Negocie quantidades, preços e prazos com fornecedores levando em consideração a saúde financeira do seu negócio. Ainda que as taxas de juros estejam em queda, elas continuam altas.

Agora que você já conhece o cenário, reflita sobre o seu negócio, identifique riscos e oportunidades. Faça um diagnóstico preciso da sua situação e pense cuidadosamente nos próximos passos.

Lembre-se de que macrocenários mostram como a economia como um todo tende a se comportar, mas que seu negócio tem características próprias que precisam também ser levadas em consideração. Entretanto, pergunte-se se as hipóteses que você está assumindo são razoáveis. Otimismo sempre precisa ser calibrado com uma grande dose de realismo!

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